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PARA PENSAR


Quando edificares uma casa nova, farás um parapeito, no eirado, para que não ponhas culpa de sangue na tua casa, se alguém de algum modo cair dela.

Deuteronômio: Capítulo 22, versículo 8


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SISTEMAS DE GESTÃO E O TÉCNICO EM SEGURANÇA DO TRABALHO
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Pode parecer muito estranho iniciar um texto como este afirmando que não é o futuro que vem ate nos – mas sim somos nos que vamos ate o futuro e que a velocidade e interesse com os quais nos dedicamos a esta viagem faz muita diferença na evolução das sociedades.

Isso escrito de outra forma quer dizer que não nos importa muito como será a historia – importa muito mais como faremos a historia ser.

Digo tudo isso para lembrar que por mais que as mudanças que precisamos tenham aparentemente  mais ligação com tecnologia do que com qualquer outra coisa, na verdade os grandes momentos da evolução tem por detrás dela mudanças comportamentais e culturais. E muitas destas mudanças passam obrigatoriamente pela quebra dos paradigmas – pela revisão do entendimento sobre fatos e situações.

A sociedade brasileira está organizada de uma forma muito interessante e embora quase todos demonstrem muito interesse pela concentração de renda deveríamos estar mais atentos a outras formas de concentração entre elas a do conhecimento que divide de forma muito mais cruel nossa sociedade e perpetua as desigualdades e também as estruturas de trabalho que quase sempre conduzem nossa estrutura produtiva para um modelo equivocado e imaturo onde o saber e o fazer são bastante dissociados e o conhecimento teórico e muito mais reconhecido do que a pratica em si, Paga-se muito pelo conhecimento que nem sempre se traduz em produto  pouco pelo trabalho que gera riquezas, valoriza-se demasiadamente títulos  e corporativismos e reconhece-se pouco o conhecimento que leva a resultados.

Em meio a tudo isso sobrevive o trabalho de nível técnico – na verdade em muitos casos o sustentáculo real das atividades. Trata-se de uma experiência muito interessante na prática pois o mesmo sistema que induz a existência da dualidade faz & pensa, a cada dia que passa aumenta a capacidade de conhecimento pratico do executor que informalmente ganha força dentro do sistema que não o reconhece como capaz de realizar todo ciclo do processo. E em sendo assim, enquanto teoria de gestão e pratica do negocio não se encontrarem vamos arcando com os custos de tudo que se faz para que as estruturas de poder não sejam as mesmas da produção e realidade de mercado.

Muito disso ocorre devido a fragilidade com que algumas instituições tratam as atribuições dos profissionais que a ela estão ligados. Incapazes de junto a sociedade demonstrarem a verdadeira função e utilidade de determinadas profissões agem então na direção das áreas e atribuições de outros profissionais e assim o fazendo prestam um grande desserviço a todos inclusive a aqueles que representam – e as águias que tem conhecimento e capacidade para voar alto passam a tentar fazer as vezes das aves menores e as aves menores não voam mais. É uma pena que grandes equívocos de analise e visão tornem-se normas que por si contribuem para a inibição do modelo de gestão em diversos segmentos profissionais de nossa terra.

Mas não é esse o assunto de nosso texto, embora esta observação com certeza contribua muito para o entendimento dos assuntos que iremos tratar. Para falarmos de Sistemas de Gestão que possam ser úteis as nossas empresas e preciso falar antes do processo de atrofia técnica ao qual submete-se os profissionais da área de Segurança e Saúde no trabalho no Brasil. Sem esta revisão pouco ou nada adiantarão os anseios e desejos de mudarmos nossa forma de enxergar e tratar a prevenção de acidentes.

Este assunto pouco ou nada tem de novo para os que se dedicam a análise do modelo prevencionista brasileiro. Há muitos anos quando a portaria 3.214 trouxe para nosso meio as Normas Regulamentadoras já existia a clara intenção de mudarmos o rumo da historia não apenas com ações pontuais e de campo – mas com o desenvolvimento de estruturas que fossem capazes de aos poucos irem tornando-se estáveis e sólidas dentro das organizações.

O problema e que a iniciativa não foi entendida desta forma e por um serie de razões que não vem ao caso neste contexto deixamos de lado boa parte do conceito técnico da prevenção e adotamos um modelo imediatista. Quase tudo ficou muito restrito a divulgação de normas e ações isoladas para seu atendimento o que conduziu a um circulo vicioso repleto de jargões, partes de técnicas e nada mais do que isso. Criou-se então a sensação de prevenção.

É preciso que seja dito que apesar de todos os erros, este modelo teve e tem seu lado positivo. O primeiro aspecto e que foi capaz de em caráter emergencial transformar um pouco a realidade cruel da época – o que poderia ser luz talvez tenha sido apenas velas – mas com certeza fez frente a algumas das necessidades.

Mais importante no entanto foi que conseguimos como resultado indireto a formação de uma área técnica calejada e com vivencia para grandes desafios e hoje sem duvida – mesmo que ainda  muito mal utilizada – temos no Brasil um corpo técnico especializado em prevenção de causar inveja em qualquer pais. Nosso modelo prevencionista segue ainda  carente de organização e sistematização – mas nossos profissionais aprenderam o que raramente uma escola poderia ou pode ensinar. Temos entre nós gente que sabe fazer é isso forma um capital incalculável a disposição da sociedade para contribuir de forma seria e realista para que sejamos mais competitivos.

Ao mesmo tempo isso tudo teve um custo alto para a área de Segurança e Saúde No trabalho que foi a valorização do profissional executor em detrimento do planejador. E interessante notar que na maioria das empresas todo o chão de fábrica conhece o Técnico de Segurança que ali atua mas poucas pessoas da alta direção sabem ao menos seu nome e ao mesmo tempo não é raro – mesmo que contrariando a NR 4 – encontrarmos nossos colegas gerenciando outras áreas dentro da organização – muitas delas pelo fato de seu fácil acesso e boa relação com os trabalhadores.

Esta atrofia técnica pode ser mais compreendida quando ocorreu a mudança de Supervisor de Segurança no Trabalho para Técnico em Segurança no trabalho e o curso de meses passou a ter uma carga horária muito mais ampla com conteúdo programático mais complexo. Sentiu-se que o mercado de trabalho e a realidade das organizações era totalmente diferente da formação. Claro que para as empresas que por influencia de suas matrizes já tinham modelos de gestão definidos o novo profissional pode ser melhor adequado, no entanto sem as características dos antigos supervisores conhecedores da realidade brasileira – a prevenção mesmo que mais organizada tornou-se mais fraca e o resultado isso foi uma serie de acidentes graves – muito deles fatais – em empresas onde tradicionalmente a prevenção era reconhecidamente eficaz. Faltou e falta diagnostico especifico para a realidade nacional – a bela roupa colorida vinda de fora não protegeu e em ainda em muitos casos não protege nossa gente. Esqueceu-se que embora as máquinas sejam importadas, que os métodos tenham origem lá fora – quem as opera e executa nasce deste chão, cresce nesta realidade e sobrevive neste meio.

Então chegamos a um ponto onde temos de um lado profissionais muito capacitados para um determinado modelo prevencionista e do outro um novo modelo capaz de conduzir nossa área para um novo patamar. Em meio a isso uma serie de pressões vindas dos mais diversos lados para que a transição de modelos seja feita – e em meio a isso alguns especialistas bastante conhecedores de sistemas mas pouco conhecedores da real relação capital x trabalho em nosso pais. Esta equação – pode ser conduzir a muitos resultados.os que temos visto ate agora são mais do que preocupantes porque não tem sido mais do a renovação do modelo de sensação de prevenção.

E tudo seria mais simples e com certeza menos oneroso se a vivência e experiência dos que ao longo dos anos foram os agentes da prevenção fossem ouvidos.

Tudo seria melhor e mais proveitoso se o novo viesse contido dentro da simplicidade e sem a sofisticação que para mais nada serve do que supervalorizar o belo embrulho onde se guarda e apresenta a pratica pura e simples como uma novidade.

O que ocorre e que organizações onde o Sistema de Gestão informal era uma realidade assimilada e conhecida pelos trabalhadores de repente estão jogando no lixo todo CAPITAL PREVENCIONISTA, tudo que ao longo dos anos foi sendo forjado e que se não fosse bom – ora aquele organização há muito temo teria fechado as portas em razão de todos e tantos acidentes e doenças ocorridos.

E como seria diferente se fosse ouvido o profissional de Segurança do Trabalho que ali atua.  Como seria menos oneroso se aliássemos ao conhecimento do chão de fábrica, ao domínio das praticas improvisadas – mas que dão resultados - - o conhecimento da ORGANIZAÇÃO – a possibilidade de saber que aquilo que e feito pode ser melhorado, pode ser trabalhado de forma planejada e mais do que isso – ode ter sua execução mensurada a ponto de permitir que se saiba o quanto podemos melhorar ainda mais.

O quanto seria bom que a grande “novidade” – fosse vista sem deslumbres e antes de mais nada como oportunidade de consagrar o trabalho de toda gente que ate então vem evoluindo na prevenção exeqüível e possível.

O quanto seria bom que com honestidade fosse dito que uma norma de referencia serve antes de mais nada para que comparemos a nossa realidade com um modelo básico de gestão contendo o mínimo de requisitos para uma gestão mais completa e que a adição deste ou daquele modelo fosse uma premio – um horizonte ara a nossa gente ao invés de ser o castigo de mais um mundo de papel que poucos conseguirão ao menos entender para o que servem.

Seria espetacular e de grande valia para todos – que o profissional de segurança no trabalho tivesse acesso ao entendimento dos sistemas de gestão – que antes de qualquer coisa viesse a PRÁTICA e o CONHECIMENTO – e digo entendimento querendo mais do que nunca expressar a necessidade de assimilar um modelo de trabalho e não apenas entender um conjunto de requisitos. Imaginem quão poderosos seriam os sistemas concebidos a partir desta ótica e o quanto as gestões seriam prazerosas.

Longe de mim defender qualquer tipo de corporativismo – ate porque entendo que a consciência profissional vem antes de qualquer coisa e muito mais especialmente quando tratamos com vidas - para mim importa o resultado prevenção. No entanto é preciso que se diga primeiro aos colegas Técnicos em Segurança que eles são capazes sim de migrarem os modelos atuais de gestão adequando-os as normas de referencia – basta que para isso dediquem-se ao estudo da real finalidade destas normas. Uma boa oportunidade de aprendizado esta na área de nossos colegas da qualidade. E preciso dizer a eles que apesar de todo processo de atrofia técnica – mencionada diversas vezes aqui neste mesmo texto –poucos são os profissionais que tem o domínio e conhecimento da realidade prevencionista das organizações e que não se deixem levar por termos complicados e palavras que surgem de pessoas que tentam se por a nossa frente como especialistas em assuntos que dominamos plenamente. Podemos sim alguns de nos não termos ainda a familiariedade com os termos e o sentido de certas ferramentas – mas com certeza elo menos uma vez na vida utilizamos estas mesmas ferramentas para fazer a prevenção acontecer. Podemos não estar familiarizados com certos conceitos que chegam ao chão da fábrica mas se olharmos bem de perto veremos o quanto são coisas de nosso dia a dia.

Diria – e não apenas aos Técnicos em Segurança – mas TODO E QUALQUER PROFISSIONAL brasileiro, que não devemos passar o resto de nossos dias achando que somos capazes de fazer mas que não somos  capazes de gerenciar. Que se sabemos fazer com a cabeça baixa – o que não iremos fazer quando levantarmos a cabeça e olharmos na direção do horizonte das novas possibilidades ?

Um Sistema de Gestão será melhor quanto mais aplicável e assimilável for.

Será mais facilmente implementado e custara menos recursos – quanto mais próximo da pratica for planejado. E tudo isso depende essencialmente de ser desenvolvido por alguém que conheça os processos relativos a ele.

Então fica claro que o papel do Técnico em Segurança do Trabalho é muito maior do que parece dentro deste assunto.

É importante termos consciência desta importância e buscarmos a inserção neste processo, no entanto para que isso ocorra há necessidade de adicionarmos novos conhecimentos e também reavaliarmos parte da visão que temos do assunto. Com certeza isso já possibilitara uma visão mais critica sobre o assunto que será muito útil também ara a organização onde atuamos.

Cosmo Palasio de Moraes Jr.
Técnico de Segurança do Trabalho

Divulgação e reprodução autorizados desde que mencionado o autor e a fonte.


Cosmo Palasio de Moraes Jr.

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