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PARA PENSAR


Quando edificares uma casa nova, farás um parapeito, no eirado, para que não ponhas culpa de sangue na tua casa, se alguém de algum modo cair dela.

Deuteronômio: Capítulo 22, versículo 8


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CHEFIAS NOS SISTEMAS DE GESTÃO
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“O melhor incentivo é o barulho dos passos do chefe”.

  A afirmação de abertura, um ditado popular de autor desconhecido, por incrível que possa parecer, tem um grande teor de verdade, não da forma que todos possam pensar no primeiro momento, que é à sutil referência que os funcionários têm medo de seus chefes, mas, pela importância que a presença das chefias tem no dia a dia.

   Para estabelecer a relação das chefias e os sistemas de gestão é necessário, antes de continuar, conceituar o que significa o termo “chefias” e em que contexto está inserido neste artigo, a saber: é considerada CHEFIA todo profissional em comando de trabalho, tal como diretores, gerentes, supervisores, encarregados, etc. Enfim todos que exerçam posição de liderança (mesmo que não saiba o que isso significa) sobre outros profissionais. Esses profissionais são considerados agentes do empregador, por que representam e tem responsabilidades inerentes ao empregador.

   Aproveitando o momento, liderança é o processo ou exemplo através do qual um indivíduo, ou um time, induz um grupo a perseguir objetivos que são abraçados por um líder ou compartilhados pelo líder e seus seguidores (John Gardner, On Leadership, p.1).

   Dessa forma temos que chefias são representantes do empregador que têm o papel de conduzir seus subordinados no busca e na obtenção dos resultados que levem a objetivos estabelecidos.

    Esses profissionais têm, também, responsabilidades estabelecidas em relação às pessoas que estão sob sua supervisão. Essas responsabilidades são: exigir a execução dos trabalhos de forma segura e com qualidade, a conduta adequada de seu grupo e a segurança de todos os trabalhadores sob sua supervisão. Outras responsabilidades que cabem a esses profissionais, como agentes do empregador, é informar os empregados com relação aos riscos à saúde, riscos ao meio ambiente e desvios de qualidade conhecidos e a que estão expostos, as medidas que devem ser tomadas para a prevenção e controle, e os métodos apropriados para utilização como medida de controle.

   Se levarmos em conta os conceitos e as responsabilidades apresentados, podemos afirmar que temos um esboço de um sistema de gestão, mas, se essas responsabilidades são de conhecimento de todos os profissionais em posição de chefia, por que ainda temos as perdas, tanto em relação aos trabalhadores como em relação aos produtos e serviços? Porque o problema principal está no importante papel desses profissionais. Eles estão em uma posição estratégica para fazer as coisas acontecerem. De um lado tem a empresa com sua filosofia e sua cultura, do outro os funcionários com seus objetivos e comportamentos individuais e no meio temos toda uma população de lideres que devem integrar as necessidades de um com as expectativas do outro. E o mais importante, tem a capacidade de fazer essa integração, mas, para isso devem ser preparados.

   A gestão de sistemas depende, diretamente, da gestão de pessoas e, como vimos anteriormente, as chefias atuam, ou devem atuar, nos sistemas de gestão através da gestão das pessoas, mas, via de regra, o que se observa é que esses profissionais não estão habilitados a lidar com esse tema tão complexo que são os seres humanos. É de extrema importância que eles recebam essa habilitação para tornar viável a compatibilização entre empresas e funcionários.

   E o início dessa habilitação passa por entender as características do povo e do trabalhador brasileiro.

O Povo Brasileiro

  O povo brasileiro tem características marcantes, é muito forte e determinado, tendo como destaques: a criatividade, o brasileiro é muito criativo e tem grande capacidade de inovar, de “tirar água de pedra”, como normalmente se diz. Mas, essa criatividade tem um preço, ela permite achar o meio mais fácil e, às vezes, o mais rápido, mas nem sempre é o mais adequado ou o mais seguro. Outro é o relacionamento fácil, tornando as pessoas muito amigáveis e extrovertidas, isso leva a adaptabilidade que faz com que as pessoas se adaptem com facilidade às mais diversas situações e condições. Os brasileiros, via de regra, tem a tendência de ver o lado negativo dos fatos com maior intensidade, não que seja pessimista, mas, as primeiras conclusões são sempre sobre o lado negativo dos acontecimentos. E para encerrar as principais características, o povo brasileiro é propenso à oralidade, isto é, as informações têm resultados melhores se passadas, recebidas e entendidas através do processo verbal. O brasileiro não tem o costume, ou o hábito, de ler as comunicações escritas. As informações por via oral são mais palatáveis, por isso é importante, em qualquer evento, que as informações sejam acompanhadas de “comes e bebes”, para que ele digira as informações junto com um salgadinho.

O Perfil do Operário Brasileiro

         Visando identificar o perfil do trabalhador brasileiro, quando de nossos estudos sobre a “PsicoEngenharia”, fizemos uma pesquisa através do Teste Caracterológico, entre outras abordagens, que nos trouxe importantes informações sobre sua conduta, principalmente no que diz respeito à sua relação com as chefias. Essas conclusões são apresentadas a seguir:

O operário brasileiro é:
- Emotivo: propenso a inquietação, ansiedade, impulsividade e explosividade, o que tira a relação fácil com o ambiente e diminui a percepção rápida da situação.

- Ativo: busca ocupação constante, tem como características a teimosia, perseverança, confiança em si, habilidade manual e espírito prático. Todas essas características o levam à maior exposição a situações de riscos.

- Secundário: difícil de convencer, não se conforma facilmente, estáveis em suas simpatias e sujeito às influências persistentes de eventos do passado.

- Estreito: teimosia voltada à idéia única, preciso, rígido, seco e luta pelas próprias idéias.

- Maleável: necessidade de simpatia, de aprovação, tem adaptação fácil às idéias de superiores, sendo muito fiel às idéias do superior imediato em que depositar a sua confiança.

    Essas informações são muito importantes para as chefias poderem desempenhar suas funções de forma eficaz, pois, estão na posição de ativadores dos comportamentos de seus subordinados, ou seja, são influenciadores das ações dos subordinados pelas ações próprias assumias no dia a dia do trabalho.

Ações para a Eficácia dos Sistemas de Gestão

    Com base no perfil dos trabalhadores brasileiros é possível estabelecer algumas ações de grande valia a serem adotadas pelos profissionais em posições de lideranças. A seguir estaremos apresentando algumas dessas ações que tem trazido excelentes resultados em empresas que as adotaram através de seus lideres.

Definição de Valores

   É necessário valorizar os pontos importantes, tais como: qualidade, segurança e meio ambiente. E para isso é necessário não confundir valor com prioridade, um erro que é muito comum acontecer. As chefias devem adotar esses pontos como VALORES, isto é, eles devem ter a crença de que esses itens são primordiais, que sem considerá-los nada será feito. Já no caso de prioridade, que significa colocar em ordem de importância, elas podem ser mudadas e substituídas por outras, o que pode ser um desastre, no verdadeiro sentido da palavra, em termos de segurança, meio ambiente ou qualidade.

Comunicação Verbal

Como foi apresentado anteriormente, o brasileiro é propenso à oralidade, sendo assim, toda comunicação é mais eficaz se for verbal, ou complementada verbalmente, isso não quer dizer que toda comunicação escrita deve ser abolida, ela é necessária, principalmente para formalizar e documentar as decisões, portanto, devem continuar a ser utilizadas. Mas, é necessário incentivar um clima propício para a compreensão por parte de todos os funcionários, sendo muito importante reunir as pessoas, conversar com os funcionários, permitir que os mesmos expressem suas opiniões, propor mudança de mentalidade, estabelecer formas de divulgação verbal a todas as informações importantes e que devam ser internalizadas por todos.

Abordagem Positiva

   Para rebater a visão negativa, que é comum no povo brasileiro, devemos mudar a abordagem para a visão positiva, isso é feito através da mudança de nossas atitudes, que com a utilização contínua passará a influenciar a todos que estiverem próximos de nós.

Quando adotamos uma determinada atitude, em que podemos prever o resultado, estamos, automaticamente, assumindo esse resultado e, portanto, devemos, também, assumir a responsabilidade de tal escolha. Ora, tudo na vida tem dois lados, o positivo e o negativo. O lado positivo é o de ajudar, cooperar e, se necessário, alertar. O lado negativo é o oposto, não trazendo vantagens ou benefícios, emperrando as ações e decisões. “Feedback’s” negativos reforçam o erro e não conduzem ao acerto.

Sendo assim, devemos aproveitar todas as oportunidades de trocar a postura negativa pela positiva, educando-nos na busca das palavras positivas corretas para obtermos, sempre, o melhor resultado.

Trabalho em Equipe

O trabalho em equipe leva os seus integrantes a apoiar, compreender, motivar e ser motivado, participar e se comprometer com os resultados da equipe. Para tal é necessário um clima de respeito e consideração com a aceitação de objetivos comuns e comunicação fluente e clara. Permite a administração dos conflitos de forma adulta, contribuindo com o crescimento pessoal e profissional de todos.

Possibilita a atuação, de todos os funcionários, de forma proativa, podendo e querendo dar opiniões, participando nas tomadas de decisão e em um ambiente digno e de respeito.

Confiança/Credibilidade

         É muito importante ter um ambiente em que haja confiança e credibilidade, pois, em entrevistas com funcionários de mais de 200 empresas, descobriu-se que a falta de confiança e credibilidade entre funcionários e chefias é o obstáculo mais freqüente para a melhoria da cultura, seja de segurança, meio ambiente ou qualidade. Pode-se concluir que qualquer esforço em larga escala requer confiança e credibilidade na liderança – lideres que possuem hábitos pessoais, valores, características e competências para produzir confiança e comprometimento naqueles que estão sob sua orientação. E não é difícil estabelecer confiança e credibilidade, basta apenas seguir algumas regrinhas simples:

- Se que funcionários que se importam com o trabalho, demonstre atenção com os funcionários;

- Se que funcionários com comportamento honesto e justo, trate os funcionários com honestidade e justiça;

- Se quer lealdade, seja leal;

- Portanto se quer confiança e credibilidade, confie e se comprometa.

Alinhamento de Ações

  A falta de alinhamento dificulta a obtenção de bons resultados. O alinhamento é obtido através do estabelecimento de um objetivo comum, o que permite o alinhamento de conduta, trazendo resultados imediatos. Está comprovado, pela prática, que funcionários que sabem o porque de suas atividades, que sabem onde vão chegar e em que irão contribuir para atingir o resultado de seu departamento, sua empresa, conseguem executar suas atividades com mais qualidade e maior segurança, além de um prazo mais curto.

Dirigir pelo Exemplo

  Como afirmado anteriormente, onde há confiança, o trabalhador brasileiro adota os padrões da chefia imediata, aquele que convive com ele, escuta seus problemas, define suas atividades, etc. Sendo assim, ele irá se espelhar nesse chefe, mesmo que este diga para “fazer o que ele manda e não o que ele faz”, o que fica vivo na mente do trabalhador é o exemplo, aquilo que ele viu, então se o exemplo for errado, o padrão interiorizado é errado, o que também vale para o oposto.

   Por isso é importante o exercício diário e constante do comportamento correto, eliminando os maus exemplos e substituindo-os por exemplos saudáveis.

  Conclusão
Como mostramos, essa faixa de profissionais (chefias) tem um papel muito importante, pois, o trabalhador, e principalmente o trabalhador brasileiro, tem fácil adaptação às idéias e métodos de seu superior imediato. A liderança faz parte do dia-a-dia desses trabalhadores, servindo de ligação entre eles e a organização. Por isso devem servir de exemplo no que diz respeito ao envolvimento, comprometimento e participação na solução de problemas e prevenção de perdas. Sendo assim, os lideres devem estar preparados para exercer esse papel, recebendo treinamento, desenvolvimento, ferramentas administrativas, comunicação constante, definição das responsabilidades, etc.

  A liderança pode ser desenvolvida e todos podem ser lideres, mas, não é um trabalho fácil, há de se querer esse desenvolvimento, tanto por parte do profissional como por parte da empresa. A empresa tem o papel fundamental de possibilitar o desenvolvimento das competências de lideranças para seus profissionais, sabendo que é um processo de médio a longo prazo, obrigatoriamente passando por temas como: comunicação, planejamento, relacionamento pessoal, administração do tempo e assim por diante.

  Entretanto é bom lembrar que os resultados são de grande monta para os sistemas de gestão da empresa bem como para um clima de trabalho saudável que contribuirá com a qualidade de vida de todos.

Divulgação e reprodução autorizados desde que mencionado o autor e a fonte.


Celso Luis Oliveira

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